Blog do Inédito

Motivação, ah a motivação...
30/Nov/15autor: Emerson Dias
Motivação, ah a motivação...

Motivação, ah a motivação...

Diante do cenário atual brasileiro com crise política, economia estagnada, desconfiança, desemprego e taxa de juros subindo, escândalos de corrupção, violência nas ruas, dentro de casa, na janela do carro, no ônibus, no trem, sempre há o risco e uma sensação de que podemos ser a próxima vítima, protestos diários de alguma categoria de profissionais insatisfeitos, além dos que tem uma causa para reivindicar algo, todo mundo sabe de alguém que foi morar em Miami ou outro refúgio porque cansou do Brasil, são tantos os problemas que falta motivo para a ação, a vontade é ficar quieto, sumir do mundo, enterrar a cabeça na terra, mas infelizmente nenhuma dessas atitudes fará com que os problemas se resolvam, então, e agora quem poderá nos defender? O Chapolim Colorado?

Nada disso, só a motivação é que pode nos salvar...

Mas como encontrar motivação nesse fim de mundo, nesse furacão de desanimo que se abateu sobre nós?

Deixa eu tentar ajudar, se conseguir ao menos faze-lo refletir, já valeu a pena escrever esse texto.

Gosto da seguinte definição: A motivação é um desejo mantido em expectativa, devido a crença de que será alcançado.

Isso nos faz pensar que a motivação é sempre algo de fato interno (ninguém motiva ninguém, alguns podem até te inspirar, mas não motivar) e conectado com uma esperança futura, logo, quem enxerga um futuro se motiva, quem não, se desespera ou se desmotiva, e o que é mais interessante é que esse futuro motivador é conectado com uma simples pergunta: O porquê? pois é quando se sabe a resposta do porquê, que se encontra a expectativa de realização futura, ou o que Maslow chama de auto-realização, e que Aristóteles dizia: o fim de todas as coisas, a felicidade.

Logo, concluo eu com minha ignorância, que motivação é a busca da felicidade e de tudo que ela pode nos trazer, o desejo mantido em expectativa devido a crença de que será alcançado é a busca da felicidade e a busca da felicidade é o que nos motiva, difícil de explicar, fácil de sentir.

A palavra CRISE quando removido o S se transforma em CRIE e quando criamos estamos motivados, motivados com a possibilidade do uso ou aplicação daquilo que acabamos de criar, Eureka para Arquimedes, aliás eureca significa descobri, encontrei, pois ao criar sabemos ou vemos o futuro do que recém foi criado, pode até ser que o futuro prático não se revele tão interessante quanto foi naquele instante da criação, mas aquela sensação da criação da revelação de um futuro promissor para o uso do que criamos ou descobrimos é fantástica, auto-realização pura, energia, felicidade, motivação.

Ora, se antes de criação havia um empasse um cenário obscuro, onde não se via saída ou futuro, a partir do instante que se vislumbra uma solução, tudo muda, mas pela lógica, eu só busco solução para aquilo que quero resolver, portanto, como posso reclamar da crise? Eu preciso dela para me tornar criativo, para me motivar, não é?

Filosófico demais? Mas não faz sentido pensar assim?

Se quero emagrecer é porque estou gordo, se quero ganhar dinheiro é porque não o tenho, se quero fazer novos amigos é porque me fazem falta, se quero aprender é porque não sei, tudo antes de ser fácil foi um dia difícil ou desconhecido.

A tal da zona de conforto, é um ambiente sem crise, logo não gera criatividade, inovação, desafio, não se progride estando nela, para que buscar solução para algo que não em incomoda? O único jeito é sair dessa zona é ir para o desconforto, mas o desconforto voluntário venhamos e convenhamos é bem arriscado, não é? Quem tem coragem para tal? Aliás a palavra coragem é agir com o coração? (cordis = coração + aggere = agir), é agir com base ao que vem de dentro de nós, e o que vem de dentro de nós é a busca da felicidade, da auto realização que gera motivação.

Lembra da lenda da cigarra e da formiga? (Esopo) Por que a formiga conseguia passar pela crise? Porque ela acumulava reservas, trabalhava de forma antecipada, não esperava pela crise para se tornar criativa, criava o tempo todo, diferente da cigarra que era refém das circunstâncias do momento, assim podemos aprender que a crise é boa, porque nos gera a possibilidade de superação, de criação, porém ela nos dá medo, porque ela nos joga na zona do desconforto, ai somos obrigados a agir, viramos reféns das circunstâncias, porque não agimos de forma preventiva, só passa incólume pela crise quem já incorporou o hábito de ser criativo de forma antecipada, quem não, agora tem pela frente uma grande oportunidade de motivação.

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